Mostrando postagens com marcador Coca Cola X nascentes MONA Mãe Dágua. Mostrar todas as postagens
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Hoje é um dia importante para a Serra da Moeda.

Às 14 h. acontecerá a Consulta Pública para criação do MONUMENTO NATURAL SERRA DAS ÁGUAS, em Itabirito-MG.

A reunião será transmitida pelo Google Meet  e Facebook.


Links serão disponibilizados nas páginas oficiais da Prefeitura de Itabirito.


Link: https://www.facebook.com/prefeituraitabirito/?ti=as

Link : http://www.itabirito.mg.gov.br/?noticia=consulta-publica-on-line-discute-a-criacao-de-unidade-de-conservacao-na-serra-da-moeda-em-itabirito

MAIS INFORMAÇÕES: https://abraceaserradamoeda.blogspot.com/2020/07/itabirito-realizara-consulta-publica.html








A ONG participou do programa Opinião Minas, da Rede Minas, e falou sobre a 10ª Edição do Abrace a Serra da Moeda (21/04) e o conflito no uso dos recursos hídricos nessa região. O programa foi exibido no dia 20/04.



  
Há cerca de um ano fábrica da Coca Cola envia quatro caminhões pipa por dia para atender mais de 300 famílias em Brumadinho, afetadas pelo esgotamento da nascente Campinho. Empresa nega que seja responsável pelo impacto hídrico, embora levantamento da ONG Abrace a Serra da Moeda indique rebaixamento do aquífero em decorrência da operação dos poços que abastecem a multinacional

A fábrica de refrigerantes da Coca Cola FEMSA, instalada no município de Itabirito, às margens da BR-040, está ameaçando nascentes importantes contidas no Monumento Natural da Mãe D’água, na Serra da Moeda.
Segundo denúncia da ONG Abrace a Serra da Moeda,  para atingir sua capacidade máxima de produção, a multinacional demandará uma grande quantidade de água a ser retirada do aquífero. Mesmo sabendo disso, o órgão ambiental competente autorizou a empresa a extrair 173.253m3 de água por mês para atender a demanda de seus poços, embora a fábrica não tenha apresentado estudo prévio de impacto hídrico. A situação se torna ainda mais agravante pelo fato da própria Coca-Cola não possuir um Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). 
  De acordo com a advogada ambientalista da ONG, Beatriz Vignolo Silva, a multinacional aproveitou-se de uma brecha na legislação ambiental que permite a dispensa de EIA-RIMA para empreendimentos localizados em distritos industriais. “Além disso, ela [Coca-Cola] firmou contrato comercial com o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), concessionária de água de Itabirito, pelo qual este se compromete a fornecer água destinada ao abastecimento público para a produção de refrigerantes em grande escala”, revela. Estima-se que a empresa produza cerca de 2,4 milhões de litros por dia. “Desse modo o SAAE vende a água retirada da Serra da Moeda para a Coca Cola, o que é um grande absurdo”, completa Vignolo.
 Com essa conduta, segundo afirma a advogada, a Coca Cola eximiu-se do erro de seu processo de licenciamento ambiental relacionado ao impacto sobre o aquífero, que é bastante significativo. Essa tarefa ficou a cargo do SAAE de Itabirito, que solicitou apenas as outorgas – que, pela legislação, não exigem EIA/RIMA – para a finalidade de, em tese, cobrir necessidades públicas e não particulares.   “O que vivemos hoje no caso da Coca Cola é resultado da negligência do órgão ambiental Estadual no trato dos recursos hídricos na Região Metropolitana de BH”, denuncia o Vice-Presidente da ONG Abrace a Serra, Ênio Araújo.
   Por causa da atuação antiecológica da multinacional, a nascente de Campinho, por exemplo, que atende mais de 300 famílias em Brumadinho, já secou. Para minimizar o impacto, há cerca de um ano a Coca Cola envia quatro caminhões pipa diariamente para abastecer os moradores afetados. “Essa ‘ajuda’ dos caminhões pipa, entretanto, não é a melhor solução e nem a que queremos! O que está em jogo aqui é a agressão aos recursos naturais feita por grandes empreendedores e que infelizmente já começa a prejudicar a população local”, ressalta Araújo.

Estudos hidrogeológicos indicam rebaixamento do aquífero 
 
Após recorrentes denúncias da ONG Abrace a Serra da Moeda de que os poços da fábrica da Coca-Cola estariam afetando as nascentes que abastecem Brumadinho e região, foi exigido que a empresa apresentasse estudos hidrogeológicos. 
 No início deste ano foi apresentado relatório preliminar, realizado pela consultora contratada (Schlumberger), que sem ser conclusivo, sugere que o bombeamento pela Coca não causa impacto nas nascentes. “Apesar desta conclusão ser ainda preliminar, baseada em argumentos fracos, a Coca-Cola tem divulgado esse estudo em conselhos ambientais, ocultando imprecisões e incertezas”, alerta Beatriz.
 Veja abaixo os argumentos e contra-argumentos apresentados pela Coca Cola e ONG Abrace a Serra da Moeda sobre a responsabilidade no rebaixamento do aquífero da Serra da Moeda: 


Coca-Cola
ONG Abrace a Serra da Moeda
As vazões das nascentes podem ter sido afetadas pela ocorrência de um período de pouca incidência de chuvas entre 2012 e 2016.
A empresa não considerou que nos cinco anos anteriores à baixa precipitação (entre 2008 e 2012), a pluviometria foi 20% maior, o que desqualifica o argumento. 
O bombeamento praticado pelo SAAE para suprir a FEMSA não superou a reserva renovável.
A área de recarga foi superdimensionada em pelo menos 40%, assim como a taxa de infiltração está exagerada. Assim, pode-se afirmar que as reservas renováveis estão superestimadas. 
O cone de depressão gerado pelo bombeamento não se aproximou das nascentes, como indicado pela análise dos dados hidroquímicos.  

Argumento duvidoso pois a química do aquífero não é homogênea: varia conforme a composição da rocha na proximidade.


Não existe evidência de que os poços de bombeamento estejam interferindo nas nascentes avaliadas. 

A empresa omitiu dados de um dos poços de monitoramento, denominado (PZ03), que mostrou em dois meses um rebaixamento de aproximadamente 4 metros, suficiente para repercutir 0,5m na nascente de Campinho. 



Segundo a ONG Abrace a Serra da Moeda, se a Coca-Cola alterar o local dos poços que abastecem sua fábrica, a vazão das nascentes impactadas possivelmente retornará à condição anterior. Isso porque os poços atuais atingem o aquífero Cauê, o mesmo das nascentes. Se eles tivessem sido perfurados mais a leste da Serra, ou seja, no aquífero Gandarela, o impacto possivelmente não teria acontecido.

“O caso da Coca Cola poderia ser solucionado se a empresa se prontificasse a apresentar uma alternativa locacional para os poços que abastecem a fábrica, afinal, no aquífero Gandarela, onde está localizada a fábrica, existem reservas de água significativas, conforme afirmam os próprios representantes da empresa”, finaliza Beatriz Vignolo. 



A nossa advogada ambientalista, Beatriz Vignolo, concedeu uma entrevista à Rádio América AM 750 para explicar o conflito no uso de recursos hídricos da Serra da Moeda e divulgar a 10ª edição do #AbraceaSerradaMoeda Se você perdeu, basta dar um clique no vídeo abaixo para ouvir na íntegra. #SerradaMoedanaMídia#jornalismo #imprensa #meioambiente


A advogada da ONG Abrace a Serra da Moeda, Beatriz Vignolo, participou  do programa Chamada Geral na Rádio Itatiaia, com Eduardo Costa. Ela falou sobre os impactos da Coca Cola FEMSA e da CSUL nas nascentes da região de Brumadinho. Vale a pena conferir!



Em decorrência dos prováveis impactos da fábrica sobre as nascentes de água que abasteciam centenas de famílias, a multinacional há 9 meses fornece água por caminhões pipa para famílias de Brumadinho.

Com a presença de membros da comunidade, representantes de associações e autoridades locais, como o Vereador Vanilson-Geada, o Secretário de Meio Ambiente, Marcos Paulo Amabis, e o Secretário de Ação Social, Valcir Martins, foi realizada ontem, dia 18/01, reunião na comunidade de Campinho, em Brumadinho-MG, que discutiu a continuidade de fornecimento de caminhões pipa e os impactos da operação dos poços de água que abastecem a Fábrica da Coca Cola, em Itabirito, sobre nascentes localizadas no Monumento Natural da Mãe D’água, em Brumadinho, e que abasteciam mais de 200 famílias situadas na encosta da Serra da Moeda.

A empresa, desde maio de 2016, envia 4 caminhões pipa por dia para prover o abastecimento de Campinho, em razão da notável coincidência entre a queda na vazão dessas nascentes que abasteciam a comunidade e o início da operação dos poços de água que servem à fábrica de refrigerantes. Ocorre que o contrato com a empresa que transporta a água vence dia 24/01/2017 e a Coca Cola pretende interromper o abastecimento por entender que se trata de um problema do governo municipal de Brumadinho.

Não obstante a ausência de estudos técnicos conclusivos e prévios que avaliassem os possíveis impactos da fábrica de refrigerantes sobre esse aquífero, a Coca Cola e SAAE (Serviço de Água e Esgoto de Itabirito) se defenderam alegando que não há qualquer evidência científica que comprove que são os poços que abastecem a Fábrica os responsáveis pelo esgotamento da nascente de Campinho, embora estejam a poucas centenas de metros de distância das nascentes que secaram.

Ocorre que o estudo técnico preliminar apresentando pela própria empresa afirma que "Há incerteza (ausência de informações) quanto ao contexto geológico-estrutural da região em que se encontra a fábrica, o que precisaria ser minimizado por meio de levantamentos adicionais".

Destaca-se que, somente após o esgotamento da nascente de Campinho e denúncias da ONG Abrace a Serra da Moeda, que a empresa se prontificou a financiar estudos hidrogeológicos para a região. No entanto até hoje se nega a estudar uma alternativa locacional para os poços.

Se não existem estudos técnicos prévios e confiáveis que demonstrem a disponibilidade hídrica real da região - o que pode ocasionar a escassez de recursos hídricos no município de Brumadinho – há que se invocar o princípio ambiental da precaução, garantia contra os riscos potenciais de determinada atividade ou empreendimento e aplicável em caso de empreendimentos de significativo impacto. Define esse princípio que, se inexiste certeza científica quanto aos efetivos danos de determinado empreendimento e, ainda, havendo probabilidade de ocorrência, o empreendedor deverá ser compelido a adotar medidas de precaução para reduzir os riscos ambientais para a população. É por isso que se diz que a incerteza científica milita em favor do meio ambiente.

O Secretário de Meio Ambiente de Brumadinho, presente na reunião, solicitou que a empresa Coca Cola garanta a continuidade e abastecimento por caminhões pipa até que uma solução estrutural para o problema seja definida. A empresa se comprometeu a encaminhar o pedido internamente e dar uma resposta o mais rápido possível.







 No dia 13 de março de 2016, domingo, foi realizado na comunidade de Suzana, em Brumadinho (MG), o Encontro Popular “Onde está nossa água?”, que discutiu a repentina queda na vazão das nascentes que abastecem as comunidades de Suzana e Campinho, após o início das operações dos poços tubulares que abastecem a fábrica da Coca-Cola, localizada em Itabirito (MG).

Os poços de água que abastecem a fábrica estão a menos de mil metros das nascentes localizadas dentro do Monumento Natural Municipal da Mãe d’Água que servem de abastecimento de milhares de famílias de Brumadinho.

Conforme demonstrado na reunião, há uma grande coincidência entre a queda na vazão das águas dessas nascentes e o início da operação desses poços. Análises técnicas indicam que é bastante provável que a operação desses poços esteja impactando diretamente o abastecimento de água da população de Brumadinho-MG.

Com a participação de aproximadamente 150 pessoas, o encontro contou com a exposição do geólogo colaborador da ONG Abrace a Serra da Moeda, Ronald Fleisher, que apresentou os aspectos técnicos que envolve a questão.

Prefeitura de Brumadinho-MG

O encontro popular contou com a participação do Secretário de Meio Ambiente de Brumadinho, Hernane Abdon, que se apresentou surpreendido com os impactos da Coca Cola e disse que a Prefeitura de Brumadinho não foi comunicada sobre a instalação da Fábrica. Contudo, representantes da ONG Abrace a Serra da Moeda detinham documento datado de 2011, extraído do licenciamento ambiental, que comprovava exatamente o contrário. Vale lembrar que, na ocasião, o próprio Hernane Abdon era o Secretário de Meio ambiente, embora o Prefeito fosse Avimar Barcelos, o Nenen da Asa, opositor à atual gestão.

O Secretário também se comprometeu a obter do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Brumadinho (CODEMA) uma moção de repúdio ao empreendimento da Coca-Cola e solicitando a paralisação imediata das operações dos poços questionados.

As comunidades cobraram do Secretário ações mais enérgicas na defesa das comunidades. Isto porque a Prefeitura de Brumadinho tem se omitido da responsabilidade de proteção do patrimônio ambiental e hídrico do município.

Exemplo disso é o não reconhecimento por parte dos órgãos municipais do Monumento Natural Municipal da Mãe d’Água que ocasionou a ausência de participação do CODEMA, órgão gestor da Unidade de Conservação, sobre o licenciamento da Fábrica da Coca-Cola.

A Prefeitura de Brumadinho tenta, judicialmente e em grau de recurso, reduzir a área de proteção do Monumento Natural Mãe d’Água. Isso porque o Ministério Público de Minas Gerais ajuizou ação civil pública após a revogação ilegal do Decreto que criou o Monumento.

Prefeitura de Itabirito

Não obstante a proximidade da Fábrica da Coca Cola FEMSA com o Monumento Natural da Mãe d’Água – Unidade de Proteção Integral localizada em Brumadinho – não foram realizados estudos de impacto da exploração do aquífero em vazões tão grandes e tampouco há previsão de monitorar esse impacto.

A Coca Cola FEMSA foi dispensada do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) para instalação de sua fábrica, haja vista a sua localização no Distrito Industrial de Itabirito. O EIA/RIMA do Distrito Industria, no entanto, não faz menção sobre o impacto das indústrias sobre o aquífero. A empresa realizou um estudo ambiental simples, se comparado ao EIA/RIMA, o Plano de Controle Ambiental e Relatório de Controle Ambienta (PCA/RCA). No seu PCA/RCA a CocaCola-Femsa não abordou o impacto sobre o aquífero, pois sua água será fornecida pelo SAAE de Itabirito.

Com o objetivo de incentivar a instalação da Fábrica, a prefeitura de Itabirito doou grande parte da área da fábrica e também concedeu uma série de benefícios fiscais, além da garantia de fornecimento de água através do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itabirito-MG. Embora o SAAE Itabirito se comprometa a atender um consumo médio mensal de 172.253m3 para a Coca Cola, não realizou qualquer estudo técnico ambiental que avalie o impacto da exploração do aquífero em vazões tão grandes. Com o consumo mensal da empresa Coca Cola seria possível abastecer 28.875 habitantes, o que corresponde a quase toda a população de Brumadinho. 

Também não houve audiência pública antes da instalação da Fábrica, o que impossibilitou a defesa das comunidades antes do início das operações do empreendimento.

Deliberações das Comunidades

As comunidades reunidas no encontro popular realizado domingo (13) deliberaram as seguintes ações:
a) Representação ao Ministério Público comunicando a diminuição da vazão das nascentes após o início das operações da fábrica da Coca-Cola FEMSA.
b) Ação Civil Púbica visando a paralisação imediata da operação dos poços que abastecem a Fábrica até que se julgue o mérito da causa da diminuição da oferta de água na encosta da Serra da Moeda;

c) Manifestação no dia 21 de abril no evento “Abrace a Serra da Moeda” e em seguida em frente à fábrica da Coca-Cola FEMSA.