ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL ABRACE A SERRA DA MOEDA, com sede em Brumadinho, na Alameda das Orquídeas, nº. 101, CEP 35.464-000, Minas Gerais, inscrita no CNPJ sob número 14.279.703/0001-05, por sua representante legal MARIA CRISTINA VIGNOLO, nos termos do art. 17 e 19 do Estatuto Social, convoca a todos os interessado para Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no dia 12 de janeiro de 2020, domingo, às 18 horas, em primeira convocação, e 18h:30min., em segunda convocação, no seguinte endereço: Rua Francisco dos Santos, nº: 297, Córrego Ferreira, Brumadinho-MG.

Pauta da Assembleia Geral Ordinária:

1.                 Apresentação, discussão e aprovação das contas do período anterior.
2.                 Eleição da nova Diretoria e Conselho Fiscal, conforme regras em anexo.
3.                 Posse da nova Diretoria.
4.                 Assuntos gerais.

Anexo Único:

Art. 1º- O processo eleitoral será mediante a inscrição de chapas que deverá ocorrer até o dia 12 de janeiro de 2020, por requerimento direcionado ao e-mail: abraceaserradamoeda@gmail.com.
Art. 2º- Terão direito a votar e ser votado aqueles que participam das reuniões ou colaboram de forma direta ou indireta para os trabalhos da ONG, conforme deliberação da maioria dos membros mais atuantes da entidade.
Art. 3º- Havendo mais de uma chapa, a eleição será por votação secreta e, no caso de chapa única, a eleição pode ser feita por aclamação, desde que assim seja deliberado pela maioria dos presentes.
Art. 4º- Os casos omissos serão definidos pela Assembleia Geral Ordinária.

Brumadinho, 02 de janeiro de 2020.


Original Assinado
MARIA CRISTINA VIGNOLO
Presidente da ONG Abrace a Serra da Moeda

O Janeiro Marrom é uma campanha para lembrar o crime da Vale em Brumadinho e alertar sobre a mineração que mata e assombra pessoas, destrói comunidades e biomas, vidas, fauna, flora, paisagem, qualidade do ar e solo, nascentes, aquíferos e rios e, de forma implacável, avança sobre territórios inviabilizando outras formas de viver, viola direitos e faz uso das mais diversas  estratégias para deixar refém a população.

À semelhança do Outubro Rosa e Novembro Azul, que hoje fazem parte do calendário anual de campanhas, se pretende que o Janeiro Marrom ganhe repercussão para também fazer parte. Foi idealizada por Guto em parceria com o Movimento pelas Serras e Águas de Minas (MovSAM) em memória das vidas ceifadas no rompimento da barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão da Vale no dia 25/1/2019 e a proposta é ser realizada por um coletivo de organizações e movimentos.
Realização:
Abrace a Serra da Moeda
AFES
Associação Comunitária de Jangada
Comitê Popular dos Atingidos pela Mineração em Itabira e Região
Ecoavis
Fechos Eu Cuido
Fórum Permanente São Francisco
Gabinete de Crise - Sociedade Civil
MASCB
Movimento contra a barragem de Raposos
Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela
REAJA
Rede Igreja e Mineração
Serra do Rola Moça Sempre Viva
Sinfrajupe
SOS Serra da Piedade




No dia 22/12/2019, domingo, foi um dia de amor e solidariedade. A ONG Abrace a Serra da Moeda distribuiu presentes para mais de cem crianças nas comunidades de Lagoa, Marinhos, São José do Paraopeba, Maçangano, Sapé, Colégio e Ribeirão, todas da zona rural de Brumadinho. Foi uma alegria imensa contribuir com a felicidade e receber o sorriso desses pequenos! 
Feliz Natal e boas festas!










O Abrace a Serra da Moeda nasceu em 2008 da intensa mobilização de moradores de Brumadinho e municípios vizinhos, além de ambientalistas, entidades ligadas ao ecoturismo e organizações não governamentais, que se uniram para proteger a água e a vida, especialmente ameaçada pela expansão da mineração, indústria e especulação imobiliária na região.
A luta é pela proteção de diversas nascentes que abastecem inúmeras comunidades do interior de Brumadinho, além de servirem de recarga para o rio Paraopeba. Como modo de chamar atenção para a necessidade e urgência da preservação da região e de seu rico patrimônio natural, histórico, hídrico e cultural, é que realizamos há 12 anos o protesto anual de mesmo nome da ONG, sempre no dia 21 de abril, dia de Tiradentes. O ato, que conta com a ampla participação da população de Brumadinho, é simbólico para o Brasil e, especialmente para Minas Gerais, por relembrar que a resistência contra a exploração desmedida de seus recursos naturais é uma luta histórica e permanente.
Fundado por moradores de Brumadinho, o Abrace a Serra da Moeda inicialmente foi concebido como movimento popular, institucionalizando-se em associação civil sem fins lucrativos em 2011, após reuniões nas diversas comunidades do Município, como modo de ampliar sua atuação na reivindicação e denúncia de violações de direitos nas comunidades atingidas por grandes empreendimentos, especialmente no Distrito de Piedade do Paraopeba.
O plano de ação do Abrace a Serra envolve diversas frentes de atuação: na área técnica, jurídica, de comunicação e mobilização. No eixo técnico e jurídico, a entidade faz a contestação das irregularidades constantes nos processos de licenciamento e fiscalização de grandes empreendimentos, que tem impactos sobre o abastecimento de água da população do Município.
Um desses empreendimentos é a mina Serrinha, em Brumadinho, de titularidade da Ferrous Resources do Brasil - adquirida recentemente pela Vale S/A - mineração que pretende extrair 12 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, durante 15 anos, com pilhas de estéril, barragens de rejeito, rebaixamento do lençol freático e supressão de milhares de hectares de Mata Atlântica. A ONG também vem questionado o licenciamento da Fábrica da Coca Cola-FEMSA, em Itabirito, que instalou poços no aquífero da Serra da Moeda, com possíveis impactos sobre nascentes que abastecem o interior de Brumadinho. Vale ressaltar que a Coca Cola vem enviando 4 caminhões pipa por dia para suprir a demanda de água da comunidade de Campinho, em Brumadinho. Também questiona irregularidades no licenciamento da CSUL (Centralidade Sul), em Nova Lima, empreendimento imobiliário para 200 mil pessoas, com impactos nos recursos hídricos que abastecem o Município.
A ONG Abrace a Serra da Moeda tem atuação em Brumadinho antes do dia 25 de janeiro de 2019 e é parceira de diversos segmentos sociais locais, como associações comunitárias, de defesa do meio ambiente, culturais e de turismo. Tem como objetivo o fortalecimento do protagonismo local e a autonomia das comunidades efetivamente atingidas por grandes empreendimentos.
No plano de ação para a assessoria técnica independente às pessoas atingidas em Brumadinho, embora o Edital estabeleça que sua apresentação da seleção da entidade, pretende-se atuar nos eixos técnico, jurídico, socioeconômico e de comunicação, tendo como objetivo principal a reparação integral dos danos individuais e coletivos, assim como trabalhar para uma mudança gradativa da matriz econômica do Município, em parceira com instituições e técnicos qualificados, tendo como fundamento o fortalecimento e autonomia das comunidades atingidas e atores e segmentos locais.

Unidos podemos reconstruir Brumadinho













ASSESSORIA TÉCNICA é a atividade exercida por organizações e/ou indivíduos que detém conhecimento técnico sobre determinados temas e problemas que afetam as pessoas. Essas organizações e/ou indivíduos são denominados de especialistas em diversas áreas de conhecimento, como na área do direito, arquitetura, urbanismo, psicologia, agronomia dentre outras.

 Para Brumadinho, conforme determinado pelas Instituições de Justiça, a proposta é que seja selecionada uma entidade sem fins lucrativos responsável por contratar equipes técnicas em diversas áreas do conhecimento com o objetivo de colaborar para a defesa dos direitos da população de Brumadinho, atingida pelo rompimento da barragem da Vale, proporcionando acesso à informação, inclusive técnica, de modo a assegurar a participação informada da população. Apenas uma entidade irá representar Brumadinho e será responsável por:

        identificar quem são atingidos;
     contratar as equipes técnicas em diversas áreas para atender os atingidos, considerando a extensão, intensidade e especificidade dos danos, observando situações de vulnerabilidade social;
      apoio técnico e organizacional para viabilizar a participação informada em todas as ações de reparação de danos.

Todas as regras foram definidas pelo  Ministério Público Estadual e Federal, Defensoria Pública Estadual e Federal, conforme link que segue:  https://www.mpmg.mp.br/areas-de-atuacao/defesa-do-cidadao/inclusao-e-mobilizacao-sociais/conflitos-socioambientais/

Previsão de eleição da assessoria técnica de Brumadinho: 19/05/2019, 8h-18h, local à definir.




Está prevista para o dia 19/05, domingo, entre 8h e 18h, a eleição da entidade sem fins lucrativos que irá representar a população de Brumadinho frente aos desdobramentos do rompimento da barragem da Vale S/A em Brumadinho.

A eleição decorre do processo judicial que tramita na 6ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Belo Horizonte, autos nº 5010709-36.2019.8.13.0024.

Embora não tenha ficado claro quem são os eleitores da assessoria técnica, entende-se que foram reconhecidos como atingidos todos os moradores de Brumadinho (especialmente eleitores) antes do dia 25 de janeiro de 2019, portanto todos eles estão aptos a participar da eleição. 

O local da votação ainda será divulgado, mas tudo indica que será na Quadra de Esportes da sede municipal.


Lista de Entidades Credenciadas para a Região 1 (Município de Brumadinho/MG)

ONG Abrace a Serra da Moeda
Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social – AEDAS
Associação Mineira Das Escolas Família Agrícola –  AMEFA
Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais
Fórum Nacional da Sociedade Civil na Gestão de Bacias Hidrográficas – FONASC-CBH
Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais -
IPEAD
Instituto DH: Promoção, Pesquisa e Intervenção em Direitos Humanos e Cidadania
Instituto Guaicuy
Instituto Interdisciplinar de Estudos e Pesquisa em Sustentabilidade – Instituto Sustentar
Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável - INSEA
Núcleo de Assessoria às Comunidades Atingidas por Barragens - NACAB

A ONG Abrace a Serra da Moeda tem atuação em Brumadinho antes do dia 25 de janeiro de 2019 e é parceira de diversos segmentos sociais locais, como associações comunitárias, de defesa do meio ambiente, culturais e de turismo. Tem como objetivo o fortalecimento do protagonismo local e a autonomia das comunidades efetivamente atingidas por grandes empreendimentos.
No plano de ação para a assessoria técnica independente às pessoas atingidas pelo rompimento da barragem da mina de Córrego do Feijão, pretendemos atuar nos eixos técnico, jurídico, socioeconômico e de comunicação, tendo como objetivo principal a reparação integral dos danos individuais e coletivos, assim como trabalhar para uma mudança gradativa da matriz econômica do Município, em parceira com instituições e técnicos qualificados, tendo como fundamento o fortalecimento e autonomia das comunidades atingidas e atores e segmentos locais.

Unidos podemos reconstruir Brumadinho!







Após 90 dias do crime da Vale S/A, em Brumadinho, o vazio, o luto e a indignação permanecem. Até quando a exploração desenfreada de empresas, que se dizem responsáveis como a Vale, vão continuar nos oprimindo? Até quando moradores de outras regiões de Minas Gerais terão que conviver com o medo de um novo rompimento de barragens?

O 12° Abrace a Serra da Moeda foi o momento de revelarmos as nossas vozes. Não queremos deixar que a impunidade vença. A nossa luta, mesmo diante do luto, continua. Acompanhe um pouco como foi o nosso dia de Tiradentes, quando relembramos a luta histórica dos mineiros contra a exploração injusta das riquezas do Estado.







Evento reuniu cerca de três mil pessoas nesta man, no Topo do MundoÁpice do protesto aconteceu, pontualmente, às 12h28, quando enorme cordão humano se formou no alto da cadeia montanhosa

Cerca de três mil pessoas participaram do 12º Abrace a Serra da Moeda, na manhã de hoje, segundo estimativas da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). O evento, tradicional no dia 21 de abril, aconteceu na região conhecida como Topo do Mundo, em Brumadinho.
Diferentemente das 11 edições anteriores, em que os participantes sempre usaram uma camisa branca, nesta, a cor preta foi escolhida pelos organizadores para simbolizar o luto pelas vítimas do rompimento das barragens de Córrego do Feijão, em Brumadinho, ocorrido em 25 de janeiro. O evento também foi marcado por falas de ambientalistas em repúdio ao grave crime ambiental cometido pela Vale, que até o momento já contabiliza 231 mortos e 46 desaparecidos, além da leitura de uma carta,em homenagem aos bombeiros que atuaram na tragédia, escrita pela menina Helena Silva, de 10 anos, moradora de Congonhas, região Central do estado. O texto sensibilizou a corporação na época do rompimento.
Outro momento marcante do ato público foi uma intervenção com com 32 artistas, dirigida pelo bailarino, ator e coreógrafo mineiro Tiago Gambogi, que destacou algumas cenas marcantes da tragédia de Brumadinho, entre elas o momento em que os rejeitos da barragem de Córrego do Feijão se romperammatando pessoas e destruindo toda a região ao redor, e a busca incansável dos bombeiros por corpos e sobreviventes. No final da apresentação, todos os participantes foram convidados ainteragir na performance, formando a frase Nosso Luto, nossa luta, tema do evento este ano.
O ápice do protesto aconteceu, pontualmente, às 12h28, [mesmo horário do rompimento das barragens da Vale], quando um enorme cordão humano se formou no cume da serra para simbolizar o abraço à cadeia montanhosa
Segundo a presidente da ONG Abrace a Serra da MoedaCristina Vignolo, este protesto acontece, fundamentalmente, para exigir uma mudança de rumo na condução das políticas econômicas, que vem comprometendo a capacidade de prevenir a sociedade de desastres causados por grandes empreendimentospoluidores. Mais que responsabilizar os envolvidos nesse crime, é preciso evitar que situações semelhantes sejam repetidas”, ressalta.
Além de trazer à tona o crime ambiental cometido pela Vale em Brumadinho, a 12ª edição do Abrace a Serra da Moeda continuou exigindo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), responsabilidade com a segurança hídrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Isso porque o órgão ambiental estadual vem se posicionando favorável à viabilidade de empreendimentos que produzem significativos impactos, especialmente na Serra da Moeda,sem qualquer estudo conclusivo acerca da viabilidade hídrica dessas atividades.
Entre esses empreendimentos denunciados pela ONG, está a fábrica da Coca-Cola FEMSAque desde a sua instalação, em meados de 2015, em Itabirito, vem reduzindo drasticamente a vazão de nascentes da regiãopara abastecer seus poços; e CSul Lagoa dos Ingleses, um megacomplexo, que será construído em torno do Alphaville, no município de Nova Lima. Segundo os ambientalistas, projeto, que ocupará uma área de 2015,30 hectares para 150 mil pessoas, em terrenos de usos mistos, multifamiliar, unifamiliar, empresarial, tecnológico, comercial, de serviços e logística, tem demanda mensal de mais de 2.300.000 m³ de água por mês, a ser retirada das nascentes da Serra. Mesmo com toda essa grandiosidade, seus responsáveis não apresentaram estudos hidrogeológicos prévios consistentes, que confirmem sua viabilidade hídrica.
As obras do CSul estão previstas para serem implantadas em quatro fases, com término estimado até 2065.